domingo, 25 de maio de 2014

Devocional 20 – IMW Rodrigues Alves



Campanha: Minha Família no Altar de Deus

Perdão, Uma Questão de Sobrevivência





“Mas Deus me enviou à frente de vocês para lhes preservar um remanescente nesta terra e para salvar-lhes as vidas com grande livramento. Assim, não foram vocês que me mandaram para cá, mas sim o próprio Deus. Ele me tornou ministro do faraó, e me fez administrador de todo o palácio e governador de todo o Egito. Gênesis 45:7-8

“Contem a meu pai quanta honra me prestam no Egito e tudo o que vocês mesmos testemunharam. E tragam meu para cá depressa. Então ele se lançou chorando sobre o seu irmão Benjamim e o abraçou, e Benjamim também o abraçou, chorando”. Gênesis 45:13-14

Quantas vezes temos dificuldades para entender os planos de Deus? Muitas vezes levamos tempo para perceber Sua ação em nossas vidas. José certamente trilhou uma longa jornada entre os seus sonhos e a sua elevação no Egito. Mas, para entendermos melhor sua trajetória, precisamos entender quais foram os motivos que levaram seus irmãos a vendê-lo aos ismaelitas. A família de Jacó pode ser vista claramente como uma família disfuncional, ou seja, uma família desestruturada. Nos textos anteriores vemos esposas competindo entre elas e constatamos também preferências de um filho pelo outro. José era o filho preferido de Jacó e é daí que nasce a inveja de seus irmãos. Infelizmente a preferência de Jacó por José levou os seus irmãos a odiá-lo e até desejarem a sua morte.

Acima de qualquer plano humano está a vontade de Deus, vale a pena ressaltar que Deus está agindo nos bastidores das nossas vidas. José foi apenas procurar os seus irmãos obedecendo ordens de seu pai e nunca mais voltou. Certamente nunca se passou pela cabeça de José que seus irmãos seriam capazes de praticarem um ato tão cruel, afinal eram seus irmãos. “Seus irmãos, pois, o invejavam; seu pai, porém, guardava este negócio no seu coração”. (Gênesis 37:11) “Passando, pois, os mercadores midianitas, tiraram, e alcançaram José da cova, e venderam José por vinte moedas de prata aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito” (Gênesis 37:28)

José foi obrigado a se readaptar em um novo ambiente, uma nova cultura, um novo estilo de vida. A partir de agora ele não era mais o filho de Jacó, mas sim escravo de Potifar. O filho trabalha por amor, mas agora como servo ele deveria trabalhar por obrigação. O filho tem acesso a presença do pai a qualquer instante, agora como servo só com autorização prévia. O filho tem como prêmio de sua fidelidade ao pai a herança, já o servo deveria trabalhar por vários anos para receber apenas a sua carta de alforria. Nos parece que o placar do jogo se inverteu, José não gozava mais dos direitos de filho, mas sim de escravo. A partir de agora, José passaria a contar somente com a graça de Deus. Entre o sonho e o seu cumprimento somente a graça de Deus para dar a ele força, fé e esperança para continuar. Fato é que Deus o honrou de maneira especial. José se tornou um homem proeminente naquela nação, porque em todo o tempo se manteve fiel ao seu Deus.

Veja que esta questão do perdão é tão séria, que mesmo José estando no Egito e de certa forma, a partir daquele momento desfrutando de algo novo, ele ainda guardava em seu coração feridas que haviam sido abertas há mais de dez anos. Quando José se encontrou com seus irmãos e se revelou a eles, não pode conter o choro que estava guardado em seu coração. Aquele momento certamente produziu cura em José. Porque ele foi capaz de deixar vir à tona o que os seus irmãos haviam feito com ele. Veja o que Fabio Damasceno fala sobre este assunto em seu livro: A Psicologia dos Perdão:
 
“Tudo o que nos fizeram e o que fizemos contra os outros ao longo da nossa vida vai se acumulando em nosso inconsciente. Precisamos permitir que o Espírito de Deus sonde a nossa vida. Cura interior nada mais é do  deixar Deus sondar, trazer este material para fora e recicla-lo. Reciclar é trabalhar de novo com esse material, esses conteúdos da nossa história, essas marcas do nosso passado, as experiências de dores, as experiências humilhantes que nos deixaram marcas profundas”.
 
Foi exatamente isso que José fez com a graça de Deus. Ele pode trabalhar todos esses traumas novamente e assim demonstrar para seus irmãos que só estava preparado para perdoá-los de coração. Se você deseja ser feliz de verdade, não permita que o diabo mine os teus relacionamentos. Se existe algo em seu coração contra alguém, vá até essa pessoa e traga à tona tudo que está em seu coração e perdoe. Esta é a vontade de Deus para sua vida.  O maior interessado em sua felicidade é o próprio Deus.

Reflita:
- Como vimos agora, José passou por rejeição e tinha todos os motivos para ser uma pessoa amargurada, no entanto ele decidiu perdoar. Você acredita que pode fazer o mesmo?
- Você está disposto(a)  a reciclar  todo esse lixo que se instalou em sua alma?
- Leia João 3:16-19 e reflita no grande amor de Deus por você.
 

Pr. Eduardo Reis.

Igreja Metodista Wesleyana - Congregação Rodrigues Alves - SP

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Se não tiver as contas específicas, selecione a opção "anônimo".
Coloque Nome e E-mail ao final do texto da mensagem.